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Abril Azul: UNIVS destaca importância da conscientização sobre o autismo e inclusão na educação

A UNIVS reforça, durante o Abril Azul, a importância de ampliar o debate sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), destacando o papel da universidade na formação de profissionais preparados para atuar com inclusão, responsabilidade e sensibilidade. A campanha chama a atenção para a necessidade […]

01/04/2026 17:08 pm - COMPARTILHE: - + Imprimir

A UNIVS reforça, durante o Abril Azul, a importância de ampliar o debate sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), destacando o papel da universidade na formação de profissionais preparados para atuar com inclusão, responsabilidade e sensibilidade. A campanha chama a atenção para a necessidade de fortalecer a informação e combater o preconceito, especialmente nos espaços educacionais.

De acordo com a professora Sandra Duarte, do curso de Psicologia, discutir o autismo no ambiente acadêmico é fundamental para a formação em saúde. “É necessário que a universidade esteja preparada para debater e viabilizar o tema, refletindo sobre práticas pedagógicas que contribuam para o desenvolvimento das crianças e para a inclusão escolar”, afirma.

O TEA é um distúrbio do neurodesenvolvimento que interfere diretamente na comunicação, na linguagem, na interação social e no comportamento. Por isso, o diagnóstico precoce e o acompanhamento multidisciplinar são essenciais para garantir melhores condições de desenvolvimento.

“O cuidado adequado permite o desenvolvimento de estímulos que favorecem a independência e a qualidade de vida dessas crianças”, explica a docente.

Apesar dos avanços no debate, ainda existem muitos mitos sobre o autismo, o que contribui para a exclusão e a desinformação. Entre os principais equívocos está a ideia de que pessoas autistas não têm autonomia ou capacidade de estabelecer vínculos.

“As pessoas autistas sentem, amam, trabalham, criam vínculos e constroem famílias. O autismo não é uma doença e não precisa ser ‘curado’. Compreender isso é o primeiro passo para desconstruir preconceitos”, destaca.

A professora também chama atenção para os desafios enfrentados na promoção da inclusão, especialmente no ambiente escolar. Questões como a falta de formação adequada de professores, limitações na infraestrutura e escassez de recursos ainda dificultam a efetivação de práticas inclusivas.

Nesse contexto, a atuação conjunta entre família, escola e profissionais de saúde é fundamental. “O trabalho em parceria com uma equipe multidisciplinar pode proporcionar um ambiente de apoio e estímulo, favorecendo o desenvolvimento e a autonomia da pessoa com TEA, embora ainda enfrentemos uma sociedade marcada pela desinformação e pelo preconceito”, pontua.


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