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8M: UniVS celebra a força da rede feminina de apoio e transformação

Reportagem especial destaca histórias de escuta e apoio mútuo que fortalecem a trajetória feminina dentro e fora da instituição.

06/03/2026 17:00 pm - Atualizado em 06/03/2026 15:33 pm - COMPARTILHE: - + Imprimir

“Quando uma mulher vive de verdade, todas as outras também vivem”. A frase está no livro “A ciranda das mulheres sábias”, da norte-americana Clarissa Pinkola Estés. Para a autora, a força feminina reside na coletividade, como raízes que se entrelaçam sob a terra, sustentando-se mutuamente.

É a partir dessa perspectiva que o Centro Universitário Vale do Salgado (UniVS) apresenta a campanha de Dia Internacional da Mulher: “Elas por Elas”. A iniciativa parte de duas vertentes: a superação — como uma mulher foi salva por outra mulher — e a ação prática — como uma mulher ajuda outra mulher. Para traduzir essa ideia em histórias, convidamos a professora Beatriz Souza, do curso de Ciências Contábeis; e a supervisora da GSA – Gestão do Sucesso do Aluno, Jakeline Ferreira, para compartilhar suas experiências sobre como o apoio feminino marcou suas trajetórias.

Confira na matéria especial.

“É um ciclo que se sustenta”: a força que vem de outras mulheres

Egressa do curso de Direito e hoje professora da UniVS, Beatriz Souza conta que sua trajetória foi marcada pela presença de diversas mulheres que lhe ofereceram apoio, incentivo e orientação ao longo do caminho. Mas a principal referência sempre foi sua mãe.

“Ela repetia inúmeras vezes que eu continuasse firme, que acreditasse naquilo que eu estava plantando, que a colheita viria. Se eu sou o que sou hoje é por causa da força e da coragem que ela sempre teve, me mostrou e me ensinou a ter”, lembra.

Para Beatriz, essas experiências mostram que o crescimento feminino acontece de forma coletiva. “É por causa dessas mulheres que a minha trajetória faz tanto sentido. É um ciclo que se sustenta, em que a gente se fortalece”, acrescenta.

Hoje, no papel de professora, ela busca reproduzir esse mesmo movimento com suas alunas, principalmente por meio da escuta e do incentivo.

“Durante a trajetória acadêmica, muitas alunas começam a se reconhecer e se redescobrir. A gente está ali para colaborar com isso, escutando, apoiando e incentivando. Às vezes até dando um puxãozinho”, comenta, entre risos.

Segundo ela, a ideia não é dar voz às estudantes, mas ajudá-las a perceber a própria força. “Elas se dão voz por si próprias. O que nós fazemos é mostrar que, se nós conseguimos, elas também conseguem”.

Beatriz lembra que também teve momentos de dúvida em sua própria trajetória. Durante o Ensino Médio, chegou a questionar a escolha profissional que imaginava seguir desde a infância. Foi uma professora que a ajudou a enxergar aquele momento de forma diferente.

“Ela disse que não era o fim da vida, que as coisas mudam e que nem toda decisão precisa ser para sempre. Eu tomei aquilo como uma verdade e repito para mim até hoje”.

Para a Beatriz, a presença de outras mulheres ao longo da vida é fundamental para ampliar horizontes e fortalecer sonhos. “A participação de outras mulheres é o que faz com que possamos chegar a outros lugares”.

Apoio que se transforma em ação

A experiência de Jakeline Ferreira, egressa do curso de Administração e hoje colaboradora da UniVS, também reflete essa rede de apoio construída entre mulheres.

Quando pensa nas figuras femininas que marcaram sua trajetória, ela cita principalmente a própria família. “Minha mãe, minhas tias… sempre foram referências importantes”.

No ambiente acadêmico e profissional, Jakeline destaca a importância da escuta e do incentivo, especialmente para estudantes que ainda estão construindo seus caminhos. “Ter outras mulheres que nos incentivam, que pegam na nossa mão, mostram que é só uma fase ou um momento… isso é essencial”. Ela acredita que esse processo cria um ciclo contínuo de apoio.

“Nós recebemos suporte, conselho e incentivo. E em algum momento da nossa vida também vamos fazer esse papel para outras mulheres”.

Durante a graduação, Jakeline também passou por um período de dúvidas sobre qual área seguir dentro da Administração. Foi novamente uma professora que a ajudou a se reconhecer em uma área específica. “Durante uma disciplina, ela me ajudou a me descobrir na parte da liderança e da gestão”, relembra.

Para Jakeline, o apoio feminino está presente em diferentes dimensões da vida. “Nas nossas trajetórias sempre teremos muitas mulheres que nos ajudam, nos diversos contextos: familiar, acadêmico e profissional”.

Uma ciranda que atravessa gerações

A metáfora apresentada por Clarissa Pinkola Estés — a de raízes que se unem sob a terra e se nutrem mutuamente — sintetiza o espírito da campanha “Elas por Elas”. Muitas vezes, ser salva significa ser lembrada de quem se é. Significa receber legitimidade, incentivo, escuta e cuidado.

Ao final, como resume a professora Beatriz Souza, esse movimento coletivo é também um gesto de esperança para o futuro.

“Nós somos a projeção — melhorada — do que outras mulheres foram, e projetamos outras que também serão melhores. A vida vai sendo esse ciclo de contribuição, aprendizado e fortalecimento.”

Em sua mensagem para o Dia Internacional da Mulher, ela deixa um desejo simbólico:

“Que sejamos iguais aos beija-flores — livres — para construir um mundo onde nós, mulheres, possamos chegar onde queremos chegar.”


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