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Março Lilás reforça a importância da prevenção ao câncer do colo do útero

No Março Lilás, a UniVS destaca que prevenir também é educar, cuidar e salvar vidas.

02/03/2026 10:45 am - Atualizado em 02/03/2026 10:46 am - COMPARTILHE: - + Imprimir

Comprometida com a promoção da saúde, da informação de qualidade e da formação cidadã, a UniVS destaca a importância de ampliar o diálogo sobre o câncer do colo do útero, incentivando a conscientização, o autocuidado e o acesso às estratégias de prevenção. A Instituição entende que a educação em saúde é fundamental para reduzir casos da doença e contribuir para uma sociedade mais informada e saudável.

O Março Lilás chama a atenção para a prevenção do câncer do colo do útero, um dos cânceres mais preveníveis entre as mulheres, mas que ainda apresenta números preocupantes no Brasil. A doença está diretamente relacionada à infecção persistente pelo HPV (Papilomavírus Humano) e pode ser evitada por meio da vacinação e da realização periódica do exame preventivo.

De acordo com o professor José Firmino, do curso de Enfermagem da UniVS, o câncer do colo do útero se desenvolve de forma lenta, a partir de alterações nas células da região, o que permite a identificação precoce.

“O câncer do colo do útero é um tumor que se desenvolve na parte inferior do útero e está associado a alterações celulares causadas pela infecção persistente pelo HPV. É importante destacar que o exame preventivo Papanicolau está disponível para a detecção dessas alterações. Esse exame permite identificar lesões antes que evoluam para o câncer, possibilitando diagnóstico precoce e tratamento adequado”, explica.

Por que ainda há tantos casos?

Mesmo com métodos eficazes de prevenção, o Brasil ainda registra milhares de novos casos e mortes todos os anos. Segundo dados do Ministério da Saúde, a doença continua entre as que mais atingem mulheres no país.

Para o professor, a principal causa está relacionada a fatores estruturais e socioculturais que influenciam diretamente esse cenário.

“Fatores estruturais e socioculturais influenciam diretamente esse cenário, como a baixa cobertura vacinal contra o HPV em algumas regiões, as dificuldades de acesso aos serviços de saúde, as desigualdades regionais e a falta de informação. O medo e a vergonha da realização do exame preventivo também contribuem para a baixa adesão.

Além disso, muitas mulheres procuram atendimento apenas quando já apresentam sintomas, o que dificulta o diagnóstico precoce. Esses fatores agravam os indicadores da doença, somando-se, em muitos casos, ao rastreamento irregular e às falhas no seguimento de exames com resultados alterados”, destaca.

Tabu e desinformação ainda afastam pacientes

O exame Papanicolau, principal ferramenta de rastreamento, ainda é cercado por mitos. Vergonha, medo de dor ou receio do resultado são algumas das barreiras mais comuns.

“Ainda hoje, tabus e a falta de informação levam muitas mulheres a recusarem o atendimento por desconhecerem a importância do exame preventivo. Por isso, a orientação e o acolhimento humanizado, com escuta ativa e criação de vínculo entre profissional e paciente, são fundamentais para promover a prevenção, esclarecer dúvidas e desmistificar crenças equivocadas. Muitas chegam à consulta com receios e informações incorretas, como a ideia de que o exame é doloroso. Cabe ao profissional explicar o procedimento de forma clara e segura, reduzindo medos e fortalecendo a adesão ao cuidado preventivo”, afirma.

Prevenção vai além do exame

Além da realização periódica do exame preventivo, outras medidas são fundamentais para reduzir o risco da doença. A vacinação contra o HPV é considerada uma das estratégias mais eficazes, especialmente quando aplicada antes do início da vida sexual.

“Destaca-se a importância da promoção da saúde de forma geral, por meio da qual é possível orientar sobre a realização do exame preventivo, a vacinação contra o HPV, a saúde sexual e as infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), levando o máximo de informações para que a paciente fique ciente sobre a doença e suas formas de prevenção”, explica o docente.

A UniVS apoia a campanha Março Lilás e reforça seu papel social na disseminação de informações confiáveis, na formação de profissionais comprometidos com o cuidado humanizado e no incentivo à prevenção como ferramenta essencial para salvar vidas. Por meio de suas ações acadêmicas e educativas, a Instituição reafirma o compromisso com a saúde da mulher e com iniciativas que promovam qualidade de vida para a comunidade.


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