(88)99211-8248

Outubro Rosa: por que falar, prevenir e agir pode salvar tantas vidas

Entenda a importância de adotar hábitos saudáveis e manter o acompanhamento médico para prevenir e detectar precocemente o câncer de mama.

02/10/2025 10:20 am - COMPARTILHE: - + Imprimir

Este mês é marcado pela campanha Outubro Rosa, dedicada à conscientização sobre o câncer de mama. No Brasil, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima cerca de 73 mil novos casos da doença por ano, que segue sendo a principal causa de morte por câncer entre mulheres.

A campanha não se limita a alertar sobre números: ela busca incentivar o diagnóstico precoce, a educação sobre sinais de alerta e a promoção de hábitos de vida saudáveis, garantindo que mulheres de todas as idades tenham acesso à informação e aos cuidados necessários para reduzir riscos e salvar vidas.

 

A importância de conscientizar

De acordo com a professora Nayara Lima, do curso de Enfermagem, falar sobre o tema é fundamental para ampliar o acesso à informação e incentivar o cuidado:

 “Falar sobre o câncer de mama traz visibilidade para o tema, o que implica em um maior número de pessoas com acesso a informações seguras e oportunas. Essas informações ajudam a mulher a reconhecer os sinais e sintomas do câncer de mama e favorecem a procura pelos serviços na presença de alguma alteração; e, consequentemente, haverá o diagnóstico precoce, melhorando substancialmente as possibilidades de cura.”

A professora defende que quando a mulher está informada sobre o que observar, desde nódulos, alterações de pele, secreções ou mudanças no mamilo, “ela está numa posição de poder, não de desinformação ou medo. O diagnóstico precoce está fortemente ligado a esse tipo de consciência”.

 

Medidas e hábitos que fazem diferença

A prevenção e a avaliação regular da saúde da mulher, especialmente a partir dos 40 anos, quando aumentam as chances de desenvolver câncer de mama, são fundamentais, afirma a professora Nayara. “Mundialmente, a detecção precoce é feita com o rastreamento por meio da mamografia, que é reconhecidamente eficaz”, explica. Ela também aponta algumas recomendações baseadas em dados e em boas práticas de saúde pública, que incluem:

  • Mamografia de rastreamento: especialmente para mulheres de 50 a 69 anos, a cada dois anos, conforme orientação de órgãos de saúde brasileiros. Em mulheres com fatores de risco ou histórico familiar, esse rastreamento pode começar antes, sempre conforme avaliação médica.
  • Autoexame e atenção aos sinais: embora o autoexame não substitua os exames clínicos ou de imagem, ele serve como um alerta inicial. Mudanças como caroços palpáveis, alterações na pele da mama, no mamilo, entre outros, não devem ser ignoradas.
  • Hábitos saudáveis: manter uma alimentação equilibrada, praticar exercícios físicos regularmente, evitar o tabagismo e o consumo de álcool em excesso, controlar o peso corporal. Esses fatores reduzem o risco de vários tipos de câncer, inclusive o de mama.
  • Atenção especial a fatores de risco: como história familiar, uso prolongado de hormônio, idade avançada, entre outros.

Seguindo essas medidas e incorporando hábitos saudáveis ao dia a dia, as mulheres aumentam significativamente as chances de detecção precoce e tratamento eficaz do câncer de mama, reduzindo riscos e promovendo qualidade de vida. A conscientização contínua e o cuidado regular com a saúde são ferramentas poderosas que transformam informação em ação e podem salvar vidas.

 

Mensagem às mulheres e às suas redes de apoio

A campanha “Outubro Rosa” permanece sendo vital, não só como símbolo de conscientização, mas como instrumento de mudança real: de informação, de acesso ao diagnóstico, de mudança de hábito, de redução de desigualdades no cuidado. Neste sentido, a professora Nayara Lima aconselha:

“Busquem viver bem, de forma saudável, pratiquem exercícios físicos, cuidem da alimentação, não fumem, conheçam o seu corpo, reconheçam a presença de sinais que não são usuais, como um nódulo, uma coloração e aspecto diferentes, e busquem ajuda quando notarem algo diferente. E, por fim, não esqueçam de realizar a mamografia quando solicitado. Cuidem-se!”.

De mãos dadas com a comunidade

A UniVS reforça seu compromisso com a saúde e o bem-estar da comunidade, destacando a importância da colaboração entre a sociedade, o sistema de saúde e as instituições de ensino para reduzir significativamente os casos de câncer de mama, diagnósticos tardios e mortes evitáveis. Neste mês de conscientização, a IES reafirma que a prevenção deve prevalecer sobre o medo, e que o acesso à informação deve ser um recurso disponível para todos, promovendo assim uma cultura de cuidado e autocuidado.


COMPARTILHE: